Stand-up comedy para achar equilibrio

Quem conhece sabe, e conta!

E por favor, não me venham afirmando que eu estou promovendo o que eu não aceito socialmente – o preconceito e os estereótipos. O fato é quando evoluídos e conscientes de nossa existência como seres humanos, fazer piada sobre nossa existência é saudável.

Inaceitável é a pessoa que não quer entender, permanecendo com os pré-conceitos encalacrados dentro daquilo que ela chama de cérebro se achar no direito de fazer piadas, insultar, encurralar, destruir a vida do outro. Isso eu jamais aceitarei. Especialmente porque este ser, que jamais chamarei de humano, não tem o telhado de vidro. Quantos homens de família eu já vi nas salas e saunas gays?

São eles pais de família, peladeiros de fim de semana, os metedores; ou mesmo aqueles que afirmam nas mesas dos sábados a tarde: – Mas como a filha de fulano é piranha enquanto meu filho não é gay nunca; ele anda comenda as menininhas da rua tudo. Tristes seres eles são.

E disso eu jamais irei me esquecer. Depoimento de infância. Numa rua perto da minha casa uma vez, há alguns anos estávamos jogando vôlei. Época boa. Quando de repente um táxi para perto de “nossa quadra”. A mulher sai correndo do carro, entra pelo portão em total e mais absoluto silencio para flagrar o marido na cama, deles, de casal com outro homem. Foi uma correria, um salve-se quem puder que parou a rua. Roupas, perfumes, correntes de ouro, malas, revistas PLAYBOY, sapatos sendo atirados janela do quarto de do casal a fora.

Naquele dia, naquela idade tudo parecia legal, divertido, vivo. Mas com o tempo aprenderia que não há nada de engraçado quando negamos quem nos somos de fato. Com o tempo, aprenderia que homem que é homem não fala, é. Ao ser, ele é ser humano.

E quem um dia iria dizer que aquele homem que não podia ver, o ate então único homossexual assumido de minha infância passar na rua que, ele era o primeiro a fazer piadas, constrangê-lo. Um dia, o telhado de vidro dele desabou. E também desabava sua família – a melhor ate então da rua.


Vale a pena dar uma conferida nesse link> O apelo sexual intenso do cara que mora na favela

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s