Redatora do El Mundo vê o jornalismo cultural refém do mercado

Da Redação

A redatora-chefe do suplemento El Cultural, do jornal espanhol El Mundo, Nuria Azancot, lamentou que o jornalismo cultural ainda priorize os interesses do mercado e das editoras. “Em muitos veículos a única coisa que importa é vender. Há editores que acham que vale mais uma boa publicidade a uma má crítica”.

A jornalista disse que infelizmente, no mercado, ainda “reina a rentabilidade nua e crua”. “Hoje em dia os editores falam muito mais em questões de economia, de crise do mercado, do que nos novos lançamentos, dos novos talentos”, declarou em palestra no II Congresso de Jornalismo Cultural, nesta quarta-feira.

Para Nuria, o jornalismo cultural deve cumprir seu papel independente de interesses mercadológicos. “O jornalismo cultural deve estimular o novo, não atender modismos, mas os interesses dos leitores e manter a profundidade”.

A redatora disse que um dos desafios dos suplementos culturais é fazer a seleção dos temas e obras a serem analisadas, e atender diferentes perfis de leitores. “Recebemos em média 250 livros por semana. É preciso fazer uma seleção. Outro desafio é atender o leitor curioso, sem ofender o especialista”, explicou.

fonte: http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=&op3=&editoria=8&idnot=55703

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